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segunda-feira, 31 de março de 2008

Desenvolvimento e Sociedade Sustentável

Actualmente, fala-se cada vez mais em Desenvolvimento Sustentável, o termo desenvolvimento sustentável está em todo o lado: nos relatórios das empresas, no discurso dos ambientalistas, em teses científicas… O Desenvolvimento Sustentável tornou – se no novo paradigma para um vasto leque de discussões: ambientalistas, políticas, sociológicas…

Mas, afinal o que é o Desenvolvimento Sustentável?

“ Desenvolvimento Sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração actual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro”.
Definição que surgiu na Comissão sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas


E uma sociedade sustentável?

“Uma sociedade sustentável é aquela que é capaz de assegurar a satisfação das necessidades básicas da população actual sem comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras.”

A sobrevivência de todos nós, seres humanos e a manutenção da nossa saúde dependem da satisfação de diversas necessidades que estão inerentes à nossa condição, tais como: alimento suficiente em quantidade e variedade, ar puro, água potável, abrigo, cuidados de saúde…
Ora, o aumento da população humana compromete a satisfação das necessidades básicas, tanto presentes como futuras, e coopera com o esgotamento e a degradação dos recursos do nosso planeta – o planeta Terra.

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A degradação ambiental que se expressa em fenómenos cada vez mais mencionados nos dias – de – hoje como, por exemplo, a poluição, a desflorestação, a redução das reservas de água potável, a redução da biodiversidade é devida à utilização dos recursos renováveis a uma taxa superior à da sua reposição pela natureza.
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É da consciência de todos nós que é urgente alcançar o desenvolvimento sustentável! Mas, afinal, o que é que todos nós “filhos do planeta Terra” poderemos fazer para o atingir?

O que é o Cancro?


O cancro é um tumor maligno, responsável pela morte de centenas de milhares de pessoas por ano e que se caracteriza por uma divisão desordenada de células que formam um tumor que se ramifica, invadindo os tecidos vizinhos tornando quase impossível a delimitação da sua acção. Após um ferimento, verifica-se que a ferida cicatriza. As células do órgão lesado multiplicam-se para reparar a brecha feita no organismo. Uma vez completo este trabalho, a divisão celular pára. Este é um mecanismo regulador ainda hoje mal conhecido. Por vezes, sem que haja qualquer ferimento, certas células entram activamente em divisão, sem qualquer ordem, formando uma massa de tecido chamado tumor. Existem dois tipos de tumores:
- tumores benignos, que apresentam um desenvolvimento limitado. A multiplicação de células termina e o tumor, rodeado por uma cápsula, não invade os tecidos vizinhos. As verrugas são um exemplo de tumor benigno;
- tumores malignos, que se ramificam e invadem os tecidos vizinhos. Assim se formam os cancros, que, ao contrário dos tumores benignos, são sempre mal delimitados. O cancro de pele é o cancro mais frequente da raça humana e os seus sintomas são extremamente variáveis!

Existem variados tipos de cancro de pele, mas em termos práticos são, usualmente, divididos em dois grandes grupos:
- Melanoma (melanoma maligno);
- Não – Melanoma (que inclui, carcinoma baso celular ou basalioma, e carcinoma espinocelular).
Este último grupo inclui os carcinomas menos perigosos, mas que, no entanto, podem ter um mau prognóstico se não forem tratados precocemente.
Qual a faixa etária que o cancro de pele atinge com maior frequência?
O cancro de pele pode atingir pessoas pertencentes a todas as faixas etárias, no entanto, é mais frequente em crianças e em adultos jovens.


A origem do cancro é na maior parte dos casos desconhecida. Causas aparentemente sem relação umas com as outras podem originar cancros. Contudo, há algumas substâncias que são consideradas cancerígenas. Conhecem-se já há muito tempo cancros profissionais produzidos pelo contacto repetido com certos produtos químicos (asbesto, anilinas, etc.). O tabaco é um produto que contém diversas substâncias cancerígenas. São também cancerígenas determinados tipos de radiação e queimaduras ligeiras mas repetidas. A simples irritação repetida pode, com o tempo, transformar um tumor benigno num tumor maligno. O melanoma é um cancro da pele que parece estar intimamente associado à exposição solar aguda e intempestiva, frequentemente acompanhada de queimaduras solares ou escaldões.
Nenhuma observação pode provar que o cancro é hereditário, mas verifica-se que em certas famílias há predisposições hereditárias, o que quer dizer que o cancro se pode desenvolver mais facilmente nos membros destas familias.
Actualmente, quando detectados a tempo, a maioria dos cancros tem possibilidade de cura. A chave do sucesso está na sua profilaxia e detecção precoce. Os tratamentos essenciais do cancro são a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia e a electrocoagulação. Uma maneira de fazer a profilaxia do cancro e a sua detecção atempada é estar atento aos sinais de aviso. A detecção de alguns sinais deve levar-nos ao médico, tendo embora em atenção que, em muitos casos, não se trata de nada de grave.

A 8 de Abril, comemora-se o Dia Mundial da Luta contra o Cancro.

segunda-feira, 3 de março de 2008

O ruído e a saúde

Com o desenvolvimento da civilização industrial urbana, o ruído atingiu uma importância que não pára de aumentar. Actualmente, o ruído representa para a saúde o mesmo factor de risco que o tabaco ou o álcool!

Na verdade, tal como o Instituto Max – Plank para a fisiologia do trabalho observara, já no ano de 1980, “o ruído representa actualmente a maior perturbação do meio ambiente”, estimando – se que por volta de 20% da população dos países industrializados se encontra como que mergulhada em níveis sonoros muito intensos.

O que é então o ruído?

O ruído é um som não harmónico com uma intensidade que fere a sensibilidade auditiva do ser humano.

Os ruídos de componentes graves – frequências mais baixas – são os menos perigosos, actuando, para níveis superiores a 100 dB ao nível dos músculos e ao nível do estômago podendo causar vómitos e síncopes. Por outro lado, os ruídos de médias frequências provocam os mesmos danos mas em maior grau; aos 80 dB já podem causar transtornos digestivos, aumentar a pressão arterial e a pulsação. Já, os ruídos com frequências altas, os agudos, são aqueles aos quais o sistema central do ser humano é mais sensível, podendo causar fadiga nervosa e cansaço mental, alterando o sistema neurovegetativo.

Ao nível do aparelho auditivo o ruído pode mesmo conduzir à perda da audição e à fadiga auditiva. A perda da audição é função da frequência e da intensidade do ruído, sendo mais notória para os sons puros e para frequências elevadas enquanto que a fadiga auditiva se trata de um abaixamento reversível da acuidade auditiva. A fadiga auditiva é caracterizada pelo grau de perda da audição e pelo tempo que a audição normal demora a ser retomada. Quando se mantém durante muito tempo a exposição ao ruído excessivo há uma perda permanente da acuidade auditiva.

O ruído também pode produzir incómodo e dificultar ou impedir a atenção, a comunicação, a concentração, o descanso e o sono. A repetição destas situações pode ocasionar estados crónicos de nervosismo e de stress, o que, por sua vez, conduz a transtornos psicofísicos, a doenças cardiovasculares e a alterações do sistema imunitário.A diminuição do rendimento escolar e profissional, os acidentes de trabalho e de tráfego, certas condutas anti-sociais e a tendência para o abandono das cidades são algumas consequências do ruído.
Deste modo, torna – se necessário a adopção de determinadas atitudes para a protecção contra o ruído como, por exemplo, evitar ouvir música ou ver televisão, com o som alto de mais; não andar sempre de auriculares nos ouvidos, pois, assim, o som vai todo directamente para o ouvido; usar protectores auriculares em indústrias ou noutros locais cujo ruído não possa ser reduzido ou evitado; deve ser planeado o isolamento acústico de uma casa tendo em conta a elasticidade dos materiais, entre outras.

Grupos vulneráveis
Certos grupos são particularmente sensíveis ao ruído. Entre eles encontram-se as crianças, os idosos, os doentes, as pessoas com dificuldades auditivas ou de visão e os fetos.
Mapas de ruído. Para que servem?
Os mapas de ruído são ferramentas estratégicas de análise e planeamento que permitem integrar a prevenção e o controlo do ruído em Ordenamento do Território, facilitando a divulgação e o acesso do público à informação.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Jeans 100% naturais...

Jeans de algodão orgânico. 100% certificado, com componentes e processos de produção sustentáveis é a proposta ecológica da norte – americana Levi’s. Os Levi’s ECO são dirigidos a um público que, além do estilo e qualidade, se preocupa também com o Ambiente.
A nova versão ecológica da Levi’s vem numa embalagem feita a partir de fibras orgânicas ou papel reciclado, impressa com tinta à base de soja, ou seja, a tinta não usa nenhum produto químico, é 100% feita a partir de compostos naturais.
Os Levi’s ECO estão disponíveis em Portugal nos modelos 506 Standart Fit Jean e 570 Straight Fit.

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Fonte: Revista Recicla, ano 3, nº 10, trimestral, Dezembro - Janeiro - Fevereiro, 2007

Alergias

Uma Alergia é uma resposta inadequada e exagerada do mecanismo de defesa do nosso organismo, o sistema imunológico, a substâncias que geralmente são inofensivas, mas que podem desencadear respostas alérgicas em pessoas mais susceptíveis. Estas substâncias são denominadas alergénios.
Os alergénios mais frequentes são os que existem no ar e que podem ser inalados (pólen das árvores ou gramíneas, ácaros do pó, pêlo e dejectos dos animais domésticos, esporos de bolores) ou os que podem ser ingeridos nos alimentos (leite de vaca, ovo, peixe, marisco, amendoim) ou em certos medicamentos (antibióticos). O veneno da picada de insectos (abelha, vespa e mosquito) também pode provocar reacções alérgicas.

Catalogam – se três tipos de alergias: respiratórias, alimentares e dermatológicas, segundo o sistema do organismo que afectam. As alergias respiratórias são as mais usuais e incluem a Asma. No entanto, não se pode fazer uma divisão clara já que, por exemplo, um mesmo alimento pode estar na origem de um eczema ou dermatite atópica num bebé, e também provocar asma numa criança de 6 a 12 anos. Deste modo, as causas e os efeitos dos diferentes tipos de alergias encontram – se interrelacionadas.

As alergias podem manifestar – se ao nível da pele: eczema ou dermatite atópica (pele muito seca, vermelha e a descascar, comichão, pequenas borbulhas em certas regiões), edema (inchaço por acumulação de água), a nível digestivo (vómitos, diarreia, dor abdominal, entre outros) e ao nível do sistema respiratório (espirros, corrimento nasal, tosse e dificuldade respiratória).

No continente europeu, as doenças alérgicas são a doença crónica mais frequente nas crianças e a sua prevalência continua a aumentar. Em certos países, uma em cada quatro crianças sofre de alergias. Estima – se que cerca de 5% a 20% da população, com maior percentagem nas crianças e nos adolescentes, tenham asma. A dermatite atópica afecta 10% a 20% das pessoas durante a infância.

Ainda não se tem a certeza porque é que apenas algumas pessoas se tornam alérgicas, mas considera – se que existe uma predisposição genética para sofrer de alergias (8 em cada 10 crianças podem ser alérgicas, se ambos os pais também o forem). Considera – se também que o contacto precoce com os alergénios e com certos factores ambientais como, por exemplo, a exposição ao fumo do tabaco e à poluição atmosférica desempenham um papel importante.

O diagnóstico das doenças alérgicas inicia – se com a recolha minuciosa da história com a descrição dos sintomas e com a tentativa de estabelecer uma relação entre a exposição a determinadas substâncias e o aparecimento desses sintomas. É também importante a observação da parte do corpo à qual se referem as queixas. Seguidamente, podem ser realizados testes para as alergias (existem essencialmente dois tipos de teste: o PRICK teste e o RAST). No entanto, nem todas as crianças com sintomas precisam de fazer testes para as alergias, apenas aquelas que apresentem sintomas persistentes ou recorrentes que perturbem a sua vida diária (que as incomodem no sono, na escola…) e aquelas que necessitem de tratamento devem fazer testes para as alergias.

Para controlar as alergias deve – se começar por evitar a exposição aos alergénios que foram identificados nos testes. Quando tal é impossível, devem ser tomadas medidas para reduzir ao máximo o contacto com esses alergénios.
Se necessário, devem ser utilizados medicamentos que controlem os sintomas, embora não curem a doença como, por exemplo, os anti – histamínicos, os corticosteróides, emolientes, descongestionantes nasais, broncodilatadores…
É importante, desde já, realçar que o tratamento das doenças alérgicas deve ser individualizado para cada doente e orientado por um médico experiente.

As alergias estão relacionadas com a asma?

De facto, quase todos os casos de asma têm origem alérgica e podem ser provocados pelos mesmos alérgenos relacionados com a renite alérgica, como os ácaros do pó ou o pólen. Usualmente, têm início na infância, a partir dos 6 anos de idade.
Foi já provado em diversos estudos que as alergias alimentares são também factores desencadeantes da asma.


Curiosidade…

Para relaxar os espasmos, facilitar a expulsão de mucosidades e suavizar o aparelho respiratório é recomendado o uso de plantas como a drosera e a lobélia, que se combinam em xaropes com sumo de maça e limão. Como tratamento geral, dá – se uma combinação de fumaria, sol – de – oiro e pinheiro marítimo.
O aloé vera é recomendado para as manifestações alérgicas em geral, tanto as que afectam o aparelho respiratório como a pele.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Asma

Podem desencadear uma crise:

Poeira Caseira:
O ácaro um bichinho parente da aranha presente na poeira é o responsável pelas crises. Na verdade uma enzima que envolve as fezes do ácaro é que causa a alergia. A DERP1, a tal enzima, fica em suspensão por até 6 horas e é tão pequena que chega até as vias respiratórias de menor calibre e não pode ser filtrada por aspirador de pó comum, é necessário um filtro chamado HEPA.
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Ácaro

Alergia Alimentar
Pode ser causada pelo próprio alimento ou por conservantes e corantes. A mais conhecida é a tartrasina um corante presente em balas e medicamentos que dá coloração amarela.
Produtos de Limpeza
Principalmente os derivados de petróleo.
Remédios
AAS
Anti-inflamatórios não esteróides
Mudança de Tempo
Frio/Calor - Calor/Frio
Poluição
externa: carros, indústrias
interna: gás de cozinha, cigarro, ácaro, cosméticos, material de limpeza, pêlos de animais, penas.
Infecção
Crianças que tiveram muitas infecções podem ter asma por desenvolver alergia às próprias bactérias ou aos dejetos delas.Evitar as infecções através de vacinas (ex.: gripe)
Insectos
Picadas de abelha, formiga, aranha. Podem levar ao EDEMA DE GLOTE (a garganta fecha e não é possível respirar).
Factores Emocionais
Situações de stress libertam pré-mediadores que irão libertar mediadores que causam asma. ATENÇÃO: A asma inicia-se a partir de um mecanismo alérgico, porém com o tempo pode-se manifestar como reação condicionada, podendo estar ligada a conflitos de ordem emocional.

Asma - O que é?

A asma é uma doença da árvore brônquica, que provoca dificuldade de respiração e que atinge cerca de 100 000 000 de pessoas em todo o mundo: 5% dos adultos e 10% das crianças. Os ataques asmáticos, na sua maioria, são ligeiros; no entanto, sendo a asma uma doença crónica, poderá ter consequências graves se não for devidamente tratada.
A asma tem fundamentalmente duas causas principais. A asma intrínseca pode ser provocada por uma infecção: rinite, sinusite, bronquite ou pneumonia. O segundo tipo de asma, e o mais vulgar, resulta de uma reacção alérgica cuja origem é normalmente familiar. Quem sofre de asma alérgica pode mostrar uma sensibilização em relação aos pólenes, ao pó da casa, ao pêlo dos animais, aos mofos, aos insecticidas, às lãs, a determinados medicamentos ou alimentos. Quando o doente de asma alérgica inala essas substâncias ou quando elas entram em contacto com o seu organismo, desencadeia – se uma reacção alérgica.

Como se caracteriza um ataque de asma?
Num ataque típico, o doente sente uma constrição no peito; espirra, tosse e tem dificuldade em respirar. O rosto pode ficar cianosado (pálido – azulado), seguindo – se uma sensação de sufocação. O ataque pode demorar uma hora, por vezes menos, outras vezes muito mais. No final, um muco espesso é eliminado sob a forma de expectoração, produzindo – se uma sensação de alívio.